sexta-feira, 13 de abril de 2012

Chove uma chuva suave, embora intensa!
Vejo o tempo passar através da janela e ele parece não ter fim. me entrego a este tempo sem rumo, sem direção e sem medida. Quero sentir o cheiro da água que vem do chão, respirar esta brisa que acalma meu corpo, que ferve como um vulcão!
Tudo lá fora parece gritar por mim! E eu me recuso, me nego e até me revolto se insistem em me chamar. Eis a vida adulta que não me deixa descansar! Que me faz correr para lugar nenhum, ou para o lugar comum. Não, não quero nenhum dos dois. Quero o terceiro, o único, o verdadeiro, o meu lugar!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Let It Be"

Que significa ser adulta numa sociedade de adultérios? este jogo me cansa! Fingir, disfarçar o que se sente, o que se deseja... para quem? Esconder-se numa imagem sempre tão falha e parcial de nós mesmos...para quem? Porque sou "nova" para algumas coisas e "velha" para outras? Se a vida é agora, o presente, porque não posso me entregar ao que sinto neste instante... e se me entrego me pareço imatura? E se eu for esta pessoa atrapalhada, empolgada com a vida para sempre? é tudo tão-cada-vez-mais efêmero e com a promessa de um remédio para "aliviar" a dor do vazio que vem logo depois... Desculpe, mas eu preciso amar a vida no que se apresenta! seja através da natureza, da arte, da mulher que me torno a cada dia, do menino que me desconcerta ao me olhar cheio de desejo...sim, as coisas "simples" que me enchem de vida. Por hoje serei assim: humana, falha, incompleta, exagerada, dramática, louca, atrevida, e tua...amante-amiga!