—Achar
a porta que esqueceram de fechar.
O beco com saída.
A porta sem chave.
A vida.
Paulo Leminski.
Já fazem alguns dias que fujo, corro do vazio que me puxa pra dentro da introspecção! Sem dramas e sem exageros! Eis um exercício importante de tempos em tempos "se olhar bem fundo até o dedão do pé", como poetizou Gonzaguinha. Apesar da resistência interna, me entrego gradativamente ao tal vazio! Cada pequena coragem em assumir minhas fragilidades, meus medos, tão primários, como o abandono e a solidão, é uma pontinha de amor que entrego-me! Sinto que superado esse medo de enxergar o não belo em mim, deparo-me com o amor que tanto expresso em minhas atitudes perante à vida! Neste exercício, por vezes tão doloroso, a boa nova anuncia-se! Finda-se o sofrer, a dureza que a vida tentou imprimir no meu caminho, colocando tantos obstáculos, transformo-a em flor! É tempo de ser feliz! Sendo a felicidade uma postura positiva diante da vida! Saber desfrutar dos momentos prazerosos, que no final das contas são muito maiores, do amor e carinho que recebo diariamente de quem vive ao meu lado, valorizar os pequenos gestos de atenção,cuidado e respeito!
Gratidão, Asé, Assim seja, oxalá!
domingo, 22 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Chove uma chuva suave, embora intensa!
Vejo o tempo passar através da janela e ele parece não ter fim. me entrego a este tempo sem rumo, sem direção e sem medida. Quero sentir o cheiro da água que vem do chão, respirar esta brisa que acalma meu corpo, que ferve como um vulcão!
Tudo lá fora parece gritar por mim! E eu me recuso, me nego e até me revolto se insistem em me chamar. Eis a vida adulta que não me deixa descansar! Que me faz correr para lugar nenhum, ou para o lugar comum. Não, não quero nenhum dos dois. Quero o terceiro, o único, o verdadeiro, o meu lugar!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
"Let It Be"
Que significa ser adulta numa sociedade de adultérios? este jogo me cansa! Fingir, disfarçar o que se sente, o que se deseja... para quem? Esconder-se numa imagem sempre tão falha e parcial de nós mesmos...para quem? Porque sou "nova" para algumas coisas e "velha" para outras? Se a vida é agora, o presente, porque não posso me entregar ao que sinto neste instante... e se me entrego me pareço imatura? E se eu for esta pessoa atrapalhada, empolgada com a vida para sempre? é tudo tão-cada-vez-mais efêmero e com a promessa de um remédio para "aliviar" a dor do vazio que vem logo depois... Desculpe, mas eu preciso amar a vida no que se apresenta! seja através da natureza, da arte, da mulher que me torno a cada dia, do menino que me desconcerta ao me olhar cheio de desejo...sim, as coisas "simples" que me enchem de vida. Por hoje serei assim: humana, falha, incompleta, exagerada, dramática, louca, atrevida, e tua...amante-amiga!
domingo, 11 de março de 2012
Solos de clarinete
E tudo foi maravilhosamente o novo do velho! Os futuros amantes se amaram com toda a afobação que lhes foi possível!
É tão cansativo esse papo de ideal, de padrão, de amor! E pra que saber amar o amor, se os amores serão sempre amáveis? De que me valeu tantos disfarces se estou aqui entregue ao pecado de querer estar ao teu lado? Valei-me Deus! Preciso por um fim neste amor, aqui neste espaço poético do meu ser...pois que em todos outros lugares ele já se foi...até o fim! Resta a saudade de um LAMENTO em meus ouvidos através das VIBRAÇÕES do som da tua voz CHORANDO meu nome!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
dos encontros perdidos
Basta este silêncio
este olhar perdido no horizonte!
Nossos corpos sabem o quanto foi doloroso!
Por hoje sejamos puros, sinceros e amigos!
novembro. 2011.
este olhar perdido no horizonte!
Nossos corpos sabem o quanto foi doloroso!
Por hoje sejamos puros, sinceros e amigos!
novembro. 2011.
domingo, 29 de janeiro de 2012
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